Em Antão ou a prótese de Nazareno, José Emílio-Nelson, cruzando referências históricas, místicas e estéticas com a realidade tecnológica do século XXI, constrói um mosaico ficcional em que temas clássicos ganham novos significados.
Por meio de uma estrutura polifônica — um coro dinâmico de vozes em que se destacam diálogos afiados e irônicos —, o livro evoca figuras bíblicas e mitológicas para colocar em perspectiva as angústias do homem contemporâneo. Da austeridade ancestral à era dos dados, examina-se de que forma o corpo, o desejo e a busca pela transcendência sobrevivem em um mundo hiperconectado.
Reunindo ecos de nomes como Lacan, Quevedo e Tomás de Aquino, este livro é um convite à reflexão sobre as contradições da existência. Uma leitura visceral e original.