Ao revisitar sua trajetória, Ferréz narra como uma ideia pode ganhar corpo, gerar trabalho e renda, fortalecer uma comunidade — e inventar um futuro.
Antes de publicar Capão Pecado e se tornar um dos nomes centrais da literatura marginal, Ferréz limpou garrafas, trabalhou em padaria, foi chapeiro, ajudante de pedreiro e vendedor de vassouras. Nos intervalos, escrevia. Depois, entendeu que escrever não bastava: era preciso formar leitores, gerar renda e abrir espaço para outros. Há anos, em feiras, palestras e encontros com jovens, ele ouve variações da mesma pergunta: como conseguiu chegar até aqui?
No corre, sua estreia na não ficção, nasce dessa pergunta, mas não oferece uma fórmula mágica. Da garagem no Capão Redondo à 1Dasul e às iniciativas editoriais, sociais e empresariais que vieram depois, Ferréz transforma o relato autobiográfico numa reflexão sobre as condições que sustentam a produção cultural independente no Brasil.
Com humor, franqueza e disposição para a autocrítica, Ferréz revisita acertos, fracassos e custos, recusando a imagem da periferia como lugar de carência. O Capão
Redondo, na Zona Sul de São Paulo, aparece como território de inteligência, cooperação e conhecimento. Combinando memória e a voz de quem aconselha a partir da própria experiência, No corre é um relato de formação e uma reflexão profunda sobre trabalho, dinheiro, cultura, envelhecimento e legado. Um livro sobre
tudo o que é preciso mobilizar para abrir caminhos e sobre o momento em que é necessário perguntar aonde eles nos levam.
"Empreender com propósito de verdade é isso: garra, autenticidade e zero enrolação. O Ferréz entrega uma aula de vida inspiradora demais." Caito Maia, fundador da Chilli Beans
“Ferréz mostra que empreender é transformar talento, trabalho e propósito em oportunidade. Uma leitura que inspira e provoca.” — Luiza Helena Trajano