A obra examina o direito à participação política e à vida pública das pessoas com deficiência a partir da filosofia de Hannah Arendt e de uma abordagem fenomenológica do Direito. A autora articula conceitos como aparência, pluralidade, ação e espaço público para demonstrar que a inclusão jurídica vai além da atribuição formal de direitos, exigindo acessibilidade real e transformação cultural. Com base em pesquisa doutoral, o livro percorre o histórico do movimento por direitos das pessoas com deficiência no Brasil, analisa os modelos teóricos dos Estudos de Deficiência e propõe uma leitura crítica do paradigma da inclusão, alertando para os riscos de retrocesso nas políticas públicas voltadas a esse grupo.