Esta obra investiga a relação entre corrupção e impunidade no setor público brasileiro a partir de duas matrizes teóricas centrais: a Teoria Econômica do Crime e a Economia Comportamental. O autor analisa como decisões individuais, incentivos, heurísticas e vieses cognitivos moldam práticas ilícitas, articulando conceitos como Teoria da Dissuasão, Teoria da Perspectiva de Kahneman e Tversky, modelo principal-agente e racionalidade ecológica. A obra percorre a história da corrupção no Brasil desde o período colonial até escândalos recentes como o Mensalão e a Lava Jato, examina causas estruturais e culturais do fenômeno e propõe uma análise rigorosa que desloca o debate do campo retórico para o plano analítico e empírico.