“O primeiro ato de Sic transit trata essencialmente da iconografia popular. O segundo está centrado na imagem em movimento, tal como o homem do século XX a descobriu através do cinema, assim como no traveling ordinário da visão a partir do interior do automóvel. O terceiro ato é um retorno radical às gravuras rupestres, signos humanos mais antigos, mais simples, mais duráveis, onde o baixo-relevo só faz sentido com a luz que o anima. Datilografam a escrita da luz. A fotografia como protótipo, inclusive em seu sentido do sagrado. Na verdade, desde as origens dessa técnica, a poética leva em conta a dimensão do sagrado, como evidenciado pelo vocabulário que a descreve: heliografia (ou escrita do sol), imagem latente, revelação...
Sic transit é o reflexo de tudo isso, e Celso nos oferece tanto a ver quanto a pensar.”