Romance de autoficção ambientado no sertão goiano, narrado em primeira pessoa por um menino que reconstrói a infância vivida com os pais em fazendas do interior de Goiás, em meados do século XX. A obra mergulha nas relações de trabalho rurais, nas tradições da Folia de Reis, no garimpo, na mística sertaneja e na riqueza linguística do homem do campo, que inventa palavras diante da ausência de vocabulário formal. Com cadência proustiana e regionalismo experimental, Edival Lourenço restaura pela memória e pela ficção um universo extinto, unindo identidade, pertencimento e a força poética da linguagem oral.