Esta obra explora a interface entre a Biogeografia e a Ecologia da Paisagem sob o viés da Teoria Geral dos Sistemas, revisitando as classificações da Mata Atlântica elaboradas por diversos naturalistas, fitogeógrafos e botânicos ao longo do tempo. Ao articular os pressupostos teórico-metodológicos contemporâneos, o texto transcende o diagnóstico estático para investigar a estrutura, a função e a mudança da paisagem, apresentando um instrumental analítico capaz de revelar padrões complexos de transformação territorial através da modelagem espacial e de métricas específicas. A aplicabilidade desses conceitos é examinada em dois estudos de caso no Espírito Santo: uma avaliação da fragmentação florestal no município de Serra e a análise da evolução temporal da Área de Proteção Ambiental de Conceição da Barra, confrontando cenários entre 1970 e 2024. Mais do que um enfoque regional, o livro constitui um importante recurso para estudantes, pesquisadores e gestores ambientais, evidenciando como a biogeografia fundamenta estratégias de conservação e manejo em áreas sob contínua pressão antrópica, visando alertar sobre a importância da conexão entre fragmentos da Mata Atlântica.