Este é um livro sobre a imaginação na filosofia de Kant, em especial na Crítica da Razão Pura e na Crítica da Faculdade de Julgar. O problema ao qual o livro procura dar uma resposta diz respeito ao que faculta à imaginação atuar decisivamente tanto na produção de conhecimento quanto na experiência estética. Para abordar esse problema, o livro busca oferecer uma resposta a um problema clássico nos estudos kantianos: em que consiste o esquematismo de conceitos puros do entendimento? Para dar uma resposta original, o livro realiza uma longa revisão bibliográfica dos estudos kantianos, desde o fim do século XIX até a segunda década do século XXI, e compara a solução kantiana à de outros filósofos que se debruçaram sobre a imaginação, como Descartes, Espinosa, Fichte e Sartre.