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Cadernetas de Poupança de Escravizados - a Formação do Pecúlio e o Papel das Instituições Bancárias - Livraria da Vila
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Cadernetas de Poupança de Escravizados - a Formação do Pecúlio e o Papel das Instituições Bancárias

Denise Reis Rodrigues

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"No aniversário de 150 anos da Caixa Econômica Federal, vídeos comemorativos recriaram cenas de depósitos em poupança realizados por pessoas escravizadas. Durante um jantar entre amigos à época, surgiu a dúvida: se essas pessoas não tinham direitos reconhecidos, como poderiam ter contas bancárias? Esse foi o pontapé inicial para a presente pesquisa, que investigou registros históricos, como ações de liberdade e documentos bancários do século XIX. Tais documentos registram a dicotomia da pessoa escravizada tratada ora como sujeito, ora como objeto de direito em um mesmo sistema bancário. Por um lado, a chegada da família real ao Brasil estimulou a criação do Banco do Brasil, que após ser liquidado, ressurgiu na década de 50 com papel de emissor de moeda e mais tarde se tornou banco hipotecário que aceitava pessoas escravizadas como garantia. Por outro lado, em 1861 foi aprovada a criação da Caixa Econômica do Império para aceitar pequenos depósitos, inclusive de pessoas escravizadas. A prática de contas poupança destinadas à compra de alforria pelos próprios escravizados representa uma dimensão fascinante dentro do contexto opressor da escravidão."