“Nasci com uma mancha preta no quadril direito. Preta, peluda e gigante”.
A partir da memória de um sinal de nascença misterioso retirado na infância, Gabriela do Amaral compõe uma investigação poética sobre a história inscrita na pele. Borrando as fronteiras entre poesia e narrativa, este livro acompanha o gesto do eu-lírico de escavar a terra e o próprio corpo em busca das marcas que o fazem existir. "Nuvem gigante peluda" pensa sobre cicatrizes, deslocamento, ancestralidade e território. Atravessando o tempo e a natureza, a narrativa de si incorpora outras formas de vida — dos fungos às estrelas.