Nas últimas décadas, o agronegócio brasileiro tornou-se alvo constante de críticas que o associam à degradação ambiental, ao desmatamento e à exploração dos recursos naturais. Em meio a esse debate, porém, uma questão permanece frequentemente esquecida: quem produz os alimentos que chegam diariamente à mesa dos brasileiros? Partindo dessa pergunta, este livro percorre a trajetória que transformou o Brasil de importador de alimentos em uma das maiores potências agropecuárias do mundo. Ao revisitar a expansão da produção nos trópicos, os avanços tecnológicos do campo e o papel desempenhado pelos produtores rurais, a obra apresenta uma defesa direta do agro como elemento central da segurança alimentar, do desenvolvimento econômico e da soberania nacional. Ao mesmo tempo, André Bedin Pirajá denuncia o que descreve como uma guerra contra o campo: as narrativas do “terrorismo climático”, o avanço do neomarxismo travestido de ambientalismo, os interesses estrangeiros por trás do mercado de carbono e da agenda esg, e a submissão da soberania brasileira a organismos internacionais e potências concorrentes. Das discussões sobre aquecimento global às políticas de demarcação de terras indígenas, dos conflitos fundiários à reforma agrária, o livro expõe como o direito de propriedade rural no Brasil é sistematicamente ameaçado por uma agenda que, segundo o autor, visa ao controle dos alimentos — e, por meio deles, ao controle das pessoas. Reunindo dados, exemplos históricos e controvérsias atuais, Guerra contra o agro é um livro de combate em defesa do produtor rural brasileiro. Porque, como lembra o autor, não são apenas os agricultores que devem lutar pelo agronegócio — mas todos aqueles que têm bocas para se alimentar.