Desde Platão, nenhum filósofo combinou com tanta força inteligência e imaginação, verdade e beleza, santidade e encanto como Søren Kierkegaard — e nenhum outro ousou tomar Sócrates como modelo para conduzir os homens não à filosofia, mas à fé. O que aconteceria se o mestre encontrasse o discípulo?
Nesta obra, Peter Kreeft nos apresenta o filósofo, psicólogo e escritor de espantosa variedade que dedicou cada sentença que escreveu a uma única missão: explorar o que significa tornar-se cristão. Foi ele o pensador que assumiu uma posição oposta à de Kant, Schleiermacher e Hegel — aqueles que, cada um à sua maneira, reduziram o cristianismo a algo que a razão humana já possuía por natureza, tornando a Revelação dispensável.
No centro do diálogo estão os Fragmentos filosóficos, obra em que Kierkegaard enfrenta uma das questões mais fundamentais de toda a filosofia e da religião: até que ponto a Verdade permite ser aprendida? É possível que a verdade eterna se torne temporal? O que separa — e o que une — Sócrates e Cristo? São perguntas que Kierkegaard ousou responder — e que neste diálogo ganham nova vida quando o próprio Sócrates, com sua ironia característica e seu questionamento implacável, se vê diante do único filósofo que o elegeu como mestre para fazer dos discípulos da razão discípulos de Cristo.