“Conta-se que, por feliz coincidência ou por providencial arranjo divino, os pássaros, de que São Francisco foi tão amigo, prontificaram-se na noite da morte desse companheiro para anunciar que ele dava o seu último suspiro, o seu último canto, já que a respiração é o canto do corpo.
‘As cotovias, tão amantes da luz e tão inimigas das trevas noturnas’, relata São Boaventura, ‘aproximaram-se em grande número, pondo-se no lugar em que o santo acabava de exalar o último suspiro, já quando a noite caía, e em alegres revoadas pareciam querer dar um testemunho tão espontâneo quanto evidente da glória daquele que tantas vezes as havia convidado a cantar os louvores do Criador’.
A vida e a obra de São Francisco são um convite ao canto, que ele aprendeu das cotovias para então nos ensinar”.
— Ronald Robson