Sem manual prático nem profecia apocalíptica, o livro reflete sobre riscos reais, modismos, limites da inteligência artificial e a necessidade de recolocar a inteligência humana no centro da conversa. A Inteligência Artificial entrou de vez na conversa pública — e, com ela, vieram a euforia, o medo, os exageros e uma enorme confusão entre metáfora e realidade. Em Quem tem medo do robô mau?, Giancarlo Guizzardi propõe uma pausa: pensar com calma sobre uma tecnologia que o mundo insiste em discutir às pressas. A partir de colunas escritas entre 2025 e 2026, o autor percorre temas como os prêmios Nobel ligados à IA, a bolha tecnológica, os limites dos grandes modelos de linguagem, a confiabilidade dos sistemas, a ética, a autonomia, o senso comum, a filosofia e a cultura pop. Este não é um livro sobre como usar ferramentas de IA, nem uma previsão do fim do mundo. É um convite a distinguir o que esses sistemas realmente fazem daquilo que imaginamos que fazem - e a perguntar que tipo de tecnologia queremos construir.