Num mundo onde os algoritmos venceram a morte, a repetição do passado tornou-se o produto mais lucrativo — e a maior ameaça à essência humana.
Em um futuro distópico assustadoramente palpável, a perda e a saudade se tornaram os produtos mais lucrativos do mercado. No ano de 2100, em uma Paulistânia hipertecnológica, os limites da medicina foram ultrapassados e a morte já não significa nada. Quase todos se renderam à juventude eterna, mas Gael é um dos poucos humanos que ainda escolhe envelhecer. Ao lado de uma gata geneticamente modificada e de uma inteligência artificial invisível, ele orquestra um plano audacioso para salvar a humanidade de um erro que começou no passado.
Em 2030, uma startup revolucionou o mercado com um serviço irresistível: trazer os mortos de volta através de dados, pegadas digitais e algoritmos. Após perder seu irmão gêmeo em um violento conflito político, Gael vê sua mãe mergulhar no conforto de um “repetidor” virtual — um clone digital moldado por mensagens e áudios do filho falecido. Inicialmente chocado com a mercantilização do luto, o jovem se vê encurralado quando, ao testar a ferramenta, depara-se com uma simulação hiper-realista que tem o peso, o calor e o cheiro exato de seu irmão.
Repetição é um thriller existencial eletrizante que amarra biotecnologia, neurofisiologia e eugenia corporativa. Um livro de ficção científica nacional indispensável para quem busca uma distopia rica, provocadora e profundamente conectada com os dilemas da inteligência artificial e da modernidade.