Este livro nasce de uma escrita atravessada por identidade, escuta e elaboração. Parte dos recortes de quem também precisou compreender o que significa ocupar espaços onde presença e pertencimento nem sempre caminham juntos, mas se amplia a partir de anos observando, por dentro, como culturas organizacionais definem quem pode falar, errar, crescer, liderar, permanecer e ser reconhecido.
A Performance do Pertencimento fala com quem já se sentiu fora do lugar mesmo estando presente. Com quem aprendeu a medir a voz, a aparência, a opinião, a ambição e até o silêncio para ser aceito. Mas também fala com lideranças, profissionais de RH, educadores, consultores, tomadores de decisão e todas as pessoas que influenciam culturas, critérios e oportunidades.
Ao longo destas páginas, o convite é olhar para aquilo que muitas vezes parece individual (insegurança, cansaço, autocobrança, vigilância, sensação de inadequação) e reconhecer sua dimensão cultural.
Porque quando pertencer exige diminuição, o problema não está em quem tenta caber. Está nas regras que ainda fazem da inteireza um risco.
Este livro pode ser lido como espelho, mapa ou provocação.
Espelho para quem aprendeu a medir a própria presença antes mesmo de entrar numa sala.
Mapa para reconhecer os códigos que tantas vezes foram confundidos com profissionalismo. Provocação para quem lidera, educa, contrata ou influencia culturas.
Leia prestando atenção às cenas que voltam, às perguntas que incomodam e aos momentos em que alguma coisa em você reconhece: isso também fala comigo.
Todo livro que nomeia uma experiência também inaugura uma responsabilidade.