Passados seis meses da tragédia em Brumadinho, visitamos um amigo muito próximo em seu local de trabalho. Na parede do café, um provérbio de autor desconhecido nos tocou profundamente: “Tentaram nos enterrar, não sabiam que éramos sementes”. Desde então, sabíamos que seria a nossa síntese – símbolo de resistência, renascimento e transformação da dor e das adversidades em impulso. Para o título deste livro, conjugamos no presente porque a tentativa de apagar a memória não é coisa do passado, persiste voraz no presente. Não vão soterrar a verdade porque as sementes de vida já romperam o chão e germinam em cada fresta.
Helena Taliberti