Este livro incisivo e vertiginoso mistura ensaio, pesquisa histórica, entrevistas e narrativa de si para reconstruir a história silenciada de Betsy, bisavó da autora, internada e submetida à lobotomia nos anos 1950. A narrativa dessa violência mergulha nos feitos da psiquiatria no século xx através de cartas, arquivos, fotografias, entrevistas e fabulação, trazendo à luz, além da vida apagada de uma mulher, a força poderosa da escrita e da necessidade de quebrar o silêncio sobre o que nos assombra, para que não volte a se repetir.
“A ferocidade da dominação masculina exercida sobre o corpo e a mente das mulheres vai te perturbar.” — Libération
“Uma investigação comovente, quase um thriller feminista.” — Le Temps
“Para devolver a Betsy um corpo e uma história, Adèle Yon perfura o silêncio com sua voz enraivecida, porque a história de Betsy
diz respeito à sua própria sobrevivência.”
— Le Monde