Este livro sistematiza reflexões sobre o significado e as possibilidades de emancipação humana e social diante das crises contemporâneas em suas várias dimensões — social, sanitária, ecológica, política e civilizatória —, assim como suas implicações e alternativas para a produção de conhecimentos e práticas envolvendo a articulação da academia com movimentos e mobilizações sociais nos campos e cidades.
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Este livro aprofunda brilhantemente este amplo projecto em curso das epistemologias do Sul. Ao pôr no centro da saúde colectiva a perspectiva da ecologia política e da justiça ambiental, aponta o caminho certo para a mudança de paradigma. A concepção epistemológica pluralista e intercultural convida a um ideal complexo, multidimensional de justiça e de emancipação. De maneira muito convincente, os autores colocam no mesmo campo analítico e político a justiça social, a justiça sanitária, a justiça ambiental e a justiça cognitiva. Por todas estas razões, não poderia recomendar de modo mais veemente a leitura deste livro, a reflexão que ele suscita e os caminhos que abre.
Finalmente, este livro distingue-se pela alta qualidade e enorme sofisticação da abordagem metodológica. As ecologias de saberes que temos vindo a propor surgem operacionalizadas nos encontros de saberes guiados por metodologias sensíveis co-labor-ativas, em busca de uma sociologia das ausências sob a forma de elos silenciados.
Por todas estas razões, não poderia recomendar de modo mais veemente a leitura deste livro, a reflexão que ele suscita e os caminhos que abre.
— Do Prefácio, Boaventura de Sousa Santos
Diretor Emérito do Centro de Estudos Sociais – Universidade de Coimbra