Numa pequena comunidade rural paranaense, um garoto cresce cercado por segredos que moldam o seu corpo e a sua voz. Dono de um talento vocal único e perturbador, capaz de arrancar espanto, admiração e ódio em igual medida, Witor carrega em si as marcas de um passado violento e de uma identidade que lhe foi arrancada muito cedo.
Conforme desvenda os reais motivos de sua esterilização, ele traz à luz uma história sombria de abusos, desejos reprimidos e poder, um enredo sinistro que envolve seu pai e a misteriosa “Noiva de Preto”, cuja presença espectral o acompanha desde a adolescência.
Frio como um corpo vivo traz uma mistura de realismo brutal, lirismo trágico e elementos de horror psicológico. É uma história sobre sobrevivência, voz e vingança. Um mergulho na alma de um jovem moldado pela violência, que encontra na música a sua única forma de existir, e de desmascarar uma mentira.