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Amazônia, Guerra e Paz - Livraria da Vila

Amazônia, Guerra e Paz

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Os gumes sinistros do peso e o poder do peso do capital, aceleram nocivamente a hostilização da alma exuberante do bem viver amazônico. Os modos de vida, são desalojados do lugar, enquanto as populações originárias e tradicionais da Amazônia brasileira são escabrosamente condenadas à viverem nos corredores da hecatombe humana sob as trevas de uma cortina de silêncio onde prevalece o poder hegemônico do capital hostil e belicoso. Essa absurdez desumana doentia, celebra facciosamente os valores ontológicos do ser de um ente, que criminosamente é condenado a adormecer no fúnebre colo dos velórios florestais. Na exaustão da morte em vida, o latifúndio triunfa afugentando saberes e desalojando almas ancestrais, até então, entrelaçadas no espaço de ação do imaculado bem viver amazônico. A guerra não cessa, o armistício morrera, e a diplomacia em visível estado de subserviência às nações hegemônicas é visivelmente despossuída de uma visão holística de mundo que condena os pobres da terra à viverem num cotidiano estado de invisibilidade e apagamento social excludente. As palmatórias do poder público, embrutecidas no espaço e tempo, assistem passivamente o malogro das coletividades, promovendo um silêncio profundo e agonizante e se distanciando cada vez mais dos ossos da mata. É no aviltamento da intolerância humana e na fúria inquisitorial do ódio e da xenofobia genocida, que prevalece o reacionarismo ditatorial e abusivo de uma sociedade envolvente que humilha, mata e enterra. No apogeu do império das cinzas e na mentira ardilosa da empáfia humana, crescem os estereótipos e estigmatizações em desfavor dos povos marginalizados de uma Amazônia abastecida de ódio, violência e guerra, onde a paz se arrasta, morre e não chega. Apesar da luz da resistência continuar sobrevivendo sob o pavio de candeeiro onde constantemente falta querosene, é preciso partir para o enfrentamento em busca da paz. Uma paz de justiça que mais parece adormecida no terreiro do latifúndio, que cotidianamente torce para jamais acordá-la, pois temem que a sua liberdade e ressureição, possam afetar os seus negócios espúrios que viola e usurpa os valores constitucionais da nossa carta magna vigente