Um corpo dissidente carrega, ao mesmo tempo, a transparência e a opacidade. As crônicas deste livro tomam forma nesse limiar, entre o “nada se vê” e “o que se vê, é”. O que Sam Gomes faz não é pedir para ser vista, mas abrir mundos com a escrita — e o que for necessário para que isso aconteça. A vida dos outros, em entrevistas ou na mesa ao lado, se amontoa na ficção dos seus próprios diários e desenhos. Há dor e violência, mas também delicadeza e ternura. O café está pronto, agora é a sua vez.