Ouvir e dar voz às vivências desses estudantes é uma forma de homenagear o modo como convivem com as restrições impostas e como as superam com seu trabalho e compromisso. O racismo é uma
prática que estrutura as desigualdades brasileiras, e se agrava contra as populações do campo, como as comunidades quilombolas de todo o país. Resistir ao racismo é recriar uma sociabilidade de respeito à diversidade. Os Kalunga, pela vida escolar e comunitária, reconstroem suas histórias e memórias como sujeitos que, a partir de sua ancestralidade, coletivamente recriam suas identidades, orgulhosos do que são e fazem.
Professor André Luiz Figueiredo Lázaro
UERJ