Por que artistas visuais recorrem à palavra escrita? E por que, no Brasil, essa convergência entre texto e imagem é tão fértil?
Neste livro, Ana Mannarino investiga a presença e a potência da palavra nas obras de Mira Schendel (1919–1988) e Waltercio Caldas (1946), dois dos nomes mais influentes da arte brasileira contemporânea. Longe de ser mero suporte ou comentário, a palavra em suas poéticas torna-se um campo de tensão e de descoberta, um lugar onde pensamento e forma se confundem.
A autora analisa como, para Mira, o gesto de escrever traduz a passagem entre a vivência imediata e a eternidade do símbolo, enquanto, em Waltercio, a palavra se converte em jogo e espanto legível — um elo entre livros, objetos e imagens.
Entre teoria e crítica, a obra propõe uma leitura da arte brasileira a partir da linguagem, aprofundando o debate sobre suas dimensões simbólicas, filosóficas e sensoriais.