Ao receber a notícia de que Marta precisa de ajuda, a narradora procura a mulher que não vê há anos. Encontra sua casa em estado de abandono e Marta vulnerável, física e emocionalmente. A partir daí, são dois corpos concentrados um no outro — um deles acometido por uma doença, o outro em movimento e atento ao corpo doente. "Foi um jeito de derreter" investiga o cuidado como um fio de navalha, enquanto conhecemos os assombros do passado entre as personagens. O livro carrega em si seu próprio processo criativo: as imagens e colagens, mais do que ilustrar a história, compõem uma ficção entre a memória e o fragmento.