Neste livro, Mark Fisher explora como, no mundo capitalista contemporâneo, as fronteiras entre humanos e máquinas, realidade e simulação, organismo e informação se tornam cada vez mais instáveis, transformando profundamente a experiência humana.
Primeiro grande estudo de Fisher, baseado em sua tese de doutorado, o livro articula referências teóricas que vão da filosofia e da psicanálise à ficção científica e ao horror, mostrando que essas transformações mais do que representações culturais, dizem respeito ao próprio funcionamento do mundo.
Conceito central do livro, o “materialismo gótico” se define como o real que assume contornos estranhos e inquietantes; distinções antes estáveis – entre humano e máquina, sujeito e sistema, vida e não vida – começam a se desfazer. Entre teoria, crítica cultural e imaginação especulativa, o livro oferece um mapa conceitual para compreender um mundo em que o estranho já não pertence à ficção, mas à própria realidade.