Com quase 10 milhões de exemplares vendidos no mundo e vencedor do Booker Prize, O Deus das pequenas coisas é uma verdadeira saga familiar repleta de angústias e esperanças num país em constante convulsão política e social, mas com um espírito imutável. Kerala, sul da Índia, 1969. Dentro de um Plymouth azul-celeste, uma família espera a passagem de um trem em um cruzamento para seguir viagem.Esse é o começo da história, na verdade, das diversas histórias dessa família. A dos gêmeos Estha e Rahel, que nasceram com uma diferença de dezoito minutos. A da mãe dos gêmeos, Ammu, e seu caso extraconjugal. A do irmão de Ammu, Chacko, um marxista formado em Oxford e divorciado de uma mulher inglesa. A dos avós Pappachi e Mammachi, que assombra as gerações posteriores. E da jovem inglesa Sophie Moll, cuja morte marcou para sempre a vida de todos os envolvidos.Essa é a história de uma família que vive tempos turbulentos, em que tudo pode mudar da noite para o dia, em um país cuja essência parece imutável. Esta cativante saga familiar é um banquete literário, uma mistura de amor e morte, de paixões que quebram tabus e desejos inatingíveis, da luta por justiça e da dor da inocência perdida, do peso do passado e das arestas afiadas do presente.Com lampejos de realismo mágico e uma requintada habilidade narrativa, O Deus das pequenas coisas rendeu a Arundhati Roy comparações com Gabriel García Márquez e Salman Rushdie. O livro recebeu o Booker Prize em 1997 e fez de Arundhati a primeira autora indiana a levar o prêmio. “Um romance ambicioso de verdade precisa inventar sua própria linguagem, e esse o faz.” – The New Yorker