"Aqui, a luz e a sombra se enfrentam e se abraçam.
Escrevo para me atravessar e, quem sabe, te atravessar também.
Cada poema é um pedaço do meu
corpo pulsando no papel.
Me exponho sem armadura, sem
esconder as frestas.
Falo de amor, de ausência, de mim
e dos tantos eus que carrego
costurados no peito.
No meio do caminho, o lusco-fusco:
ponto de pausa, de transição,
de potência.
É nele que escolhi permanecer.
Entre o que fui e o que serei, escrevo
para seguir em movimento, para
seguir vivo.
Essa é a minha travessia.
Meu poema é corpo, é grito, é silêncio.
Um peito aberto a tudo que ainda
pulsa, mesmo quando sentir dói."