O adoecimento do trabalhador brasileiro não é contingência nem falha técnica. É produto direto de um país governado sem projeto de nação, onde autoridades políticas, administrativas e institucionais optaram pelo escapismo, pela autopreservação e pela gestão do privilégio, em vez da construção do bem comum.
A obra Medicina do Trabalho e Direito Laboral: o adoecimento social na nação sem projeto rompe as ilusões da neutralidade técnica e revela como decisões estatais, omissões deliberadas e capturas institucionais transformaram o trabalho em espaço de submissão, exaustão e violência normalizada.
Jornadas extenuantes, transtornos mentais, corpos descartáveis e desigualdades não são desvios do sistema, mas consequências lógicas de um Estado que exige desempenho, mas foge da responsabilidade histórica de planejar o país.
Este não é um livro de conciliação nem de ilusões. É um diagnóstico incômodo de um Brasil que adoece porque seus dirigentes escolheram escapar do futuro.