“hematoma” é um aglomerado de poemas que fedem a ferida aberta. ele surge, primeiro, como várias conversas: com uma mãe, com um ex-namorado, com o filho da puta que quis te comer e bloquear seu número no mesmo dia. em cada conversa você se pega falando coisas diferentes, agindo de jeitos diferentes, mas todas as palavras que você diz teimam em soar como um pedido de desculpas. eu não queria amar desse jeito, foder desse jeito, ter a pele marcada por hematomas desse jeito, ter nascido desse jeito. me perdoa?