Um romance bélico irreverente, absurdo e profundamente provocador.
Publicado originalmente em 1982, A guerra das bichas, do argentino Raúl Damonte (Copi), chega ao Brasil pela primeira vez. Mais de quatro décadas após sua publicação original, o livro continua surpreendendo pela irreverência e pela capacidade de transformar o desconforto em humor.
Vindos de terras brasileiras e com um plano de dominação intergalática, a travesti intersexo Conceïçâo do Mundô e o temerário boyceta Viniciô da Luná desembarcam na França. Antes de conquistar o mundo, porém, precisam tomar de assalto a vie en rose da classe média gay e branca parisiense.
Entre discos voadores, amazonas em fúria e personagens extravagantes, Copi cria uma espécie de Jornada nas estrelas queer, misturando ficção científica e sátira social. O resultado é um romance que utiliza o exagero e o nonsense para provocar o leitor, lançando mão de temas como a violência e a formação de estereótipos.
Partindo da ideia de que, diante da iminência do desastre, talvez a melhor resposta seja rir dos absurdos à nossa frente, A guerra das bichas transforma o fim do mundo em matéria-prima para uma narrativa tão desconcertante quanto divertida.
Se você procura uma ficção queer marcada pelo humor, pela capacidade criativa e pela irreverência, A guerra das bichas é uma excelente opção.