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Filme-Vídeo: Imagens em Movimento, Imagens em Fricção - Livraria da Vila
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18 de Jun

Filme-Vídeo: Imagens em Movimento, Imagens em Fricção

François Soulages, André Arçari, Bruno Zorzal
R$ 132,00
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“Há quase tantos estilos cinematográficos quantas são as sequências de Close-Up”, escreve Youssef Ishagpour sobre o cinema de Abbas Kiarostami. A afirmação aponta para um campo em tensão: entre realidade e ficção, entre o visível e o dizível, entre o dentro e o fora da imagem. Um campo em fricção. É dessa fricção – entendida não como efeito, mas como operação fundamental da criação – que parte este livro. Presente nas obras de Kiarostami, nas montagens de Godard e em tantas práticas experimentais, ela atravessa e desestabiliza categorias, fazendo vacilar distinções consolidadas entre cinema e vídeo, arte e linguagem, documento e invenção. Aqui, a fricção não resolve: ela abre. Cria intervalos, fissuras, zonas de passagem. É nesse espaço que emerge o conceito de filme-vídeo – não como soma de meios, mas como território híbrido, instável, onde imagens e dispositivos entram em curto-circuito. O hífen, mais do que ligação, funciona como força ativa: um operador conceitual que tensiona e aproxima. Reunindo artistas e pesquisadores, a publicação se constrói a partir dessas zonas de contato. Em vez de delimitar campos, investiga deslocamentos: entre o cinema e as artes visuais, entre o espaço da sala escura e o da exposição, entre práticas autorais e reflexões teóricas. As imagens em movimento aparecem, assim, menos como formas estabilizadas e mais como processos em disputa. Ao longo de seus cinco movimentos, o livro percorre experiências, conceitos e obras que exploram essas fricções – da estética à política, da história às práticas contemporâneas. Em comum, a recusa de fronteiras fixas e o interesse por uma ideia de imagem que se constrói no atrito, no desvio, na transformação. Mais do que mapear um campo, Filme-vídeo: imagens em movimento, imagens em fricção propõe um modo de pensar: ver o cinema (e o vídeo) a partir de suas bordas, de seus atravessamentos, de suas instabilidades. Ali onde as imagens deixam de coincidir consigo mesmas – e, justamente por isso, ganham potência.