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Cartas: Erico Verissimo e Jorge Amado - Livraria da Vila
LivrosFicçãoLiteraturaCartas: Erico Verissimo e Jorge Amado
4 de Ago

Cartas: Erico Verissimo e Jorge Amado

Jorge Amado, Paloma Jorge Amado, Erico Verissimo
R$ 89,90
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Ao longo de quatro décadas, Erico Verissimo e Jorge Amado trocaram cartas sobre literatura, política, amizade e os rumos do Brasil. Entre confidências, divergências e afetos, esta correspondência inédita revela dois dos maiores escritores brasileiros do século XX em diálogo permanente contra a censura, o autoritarismo e a intolerância. Antes de se tornarem nomes centrais da literatura brasileira, Erico Verissimo e Jorge Amado eram jovens escritores tentando compreender o país e a própria vocação literária. É o que vemos neste Cartas: uma reunião de correspondências entre os dois que atravessaram continentes, governos e transformações pessoais, registrando uma amizade construída apesar da distância e alimentada por mútua admiração. Entre relatos cotidianos, consultas e conselhos sobre suas produções em andamento, e reflexões sobre o papel do intelectual público, emerge um retrato singular do século XX brasileiro, elaborado a partir da perspectiva de dois autores conscientes do papel político da literatura na sociedade e dispostos a confrontar qualquer tipo censura. Organizada por Paloma Jorge Amado e Bete Capinan, esta coletânea reúne trocas históricas, memórias afetivas e testemunhos literários de enorme valor. Com texto recuperado de Luis Fernando Verissimo e orelha de Fernanda Verissimo, o livro oferece ao leitor não apenas o encontro entre dois grandes mestres da literatura, mas também uma celebração da amizade, do diálogo e da vida intelectual brasileira. “Há tantas similaridades como diferenças entre esses dois homens. Partilhavam grande sucesso editorial, uma pequena implicância de certa crítica e a participação ativa como intelectuais públicos. Tinham personalidades quase opostas e discordavam em muita coisa, o que faz da correspondência aqui reunida uma amostra da possibilidade de se manter um diálogo sempre fraterno e uma admiração mútua à despeito de qualquer divergência. Eram acima de tudo humanistas apaixonados pelo Brasil.” — Fernanda Verissimo