Este livro nasce das escrevivências e do encontro entre vozes, corpos e histórias há muito tempo silenciadas, mas nunca esquecidas. Ao reunir pedagogias de (re)existências que estremecem os muros da colonialidade, a obra revela possibilidades afetivas e coletivas de troca, aprendizado e fortalecimento de vínculos, deslocando o lugar tradicional da docência para a produção de conhecimento vivida como fundamento legítimo de teoria, memória e transformação social.
Mais do que um registro, trata-se de um gesto político e epistemológico. Conhecer as vozes destas professoras tensiona as estruturas que historicamente negaram às mulheres negras o direito de falar e de serem ouvidas. A obra está ancorada nas perspectivas do feminismo negro e nas epistemologias decoloniais de autoras que compreendem o conhecimento como prática situada, coletiva e insurgente. Aqui, cada narrativa se constitui como luta, resistência e projeto de futuro.
Em tempos de disputas por memória, território e existência, esta obra é um convite à leitura das escrevivências das professoras negras ativistas como gesto político e de (re)existência.