Entre o corpo e o espírito, entre a memória e o esquecimento, Dor percorre os territórios mais íntimos da existência humana. Nos poemas de Zhao Lihong, o corpo ganha voz: pulmões respiram a angústia do mundo, cicatrizes guardam memórias, sombras caminham ao lado dos vivos, sonhos confundem realidade e morte.
Cada imagem surge com delicadeza e intensidade, transformando objetos cotidianos — uma porta, um raio X, uma impressão digital, um fio de cabelo — em meditações sobre o tempo, a solidão, a perda e a permanência.
Escrita em uma linguagem ao mesmo tempo lírica e filosófica, esta obra reúne poemas que investigam a dor não apenas como sofrimento, mas como parte essencial da experiência humana.
Dor é um encontro raro entre poesia contemporânea, contemplação existencial e profundidade sensorial.