Os nós desafinados sempre tocam uma nova melodia é uma obra que atravessa o amor sem romantizá-lo. Aqui, o afeto é território instável, onde memória, desejo e dor coexistem sem resolução fácil.
A escrita propõe uma experiência sensorial e íntima, em que o tempo se fragmenta e as relações se constroem a partir de ruídos, pausas e repetições.
João e Felipe não são apenas personagens: são espelhos de relações contemporâneas marcadas pela intensidade e pela impermanência.
A narrativa se estrutura como uma partitura emocional, em que cada cena ressoa como tentativa de compreensão do outro e de si.
Entre encontros e desencontros, a obra convida o leitor a encarar o desconforto de amar sem garantias. Um texto que não entrega respostas, mas provoca escuta.