Vivo abrindo os espaços, feito o animal que ronda pela floresta fugindo do golpe de um tiro certeiro, corro tão rápido que meu corpo vai ficando para trás, primeiro vão chegando as minhas vontades. E me lanço no mar como quem vai ao encontro do horizonte, mas você, meu pai, me faz seguir o caminho de volta, para viver, para se transformar. A minha alma é amorosa e ouço o meu pai me dizendo bem baixinho, como se estivéssemos na esquina esperando encontrar oásis no fim das ruas, vá, ainda é cedo, voa à luz das certezas, e não canse de lutar.