"Com base em extensa pesquisa genealógica, análise documental e sensibilidade histórica, a autora reconstrói as trajetórias de cristãos-novos no Brasil colonial e revela a atuação dos chamados ""judeus de sinal"" figuras quase desconhecidas que, mesmo vigiado de perto pela inquisição portuguesa, encontravam meios de manter viva a tradição judaica.
Dividido em três partes, o livro inicia com a busca por elos familiares apagados pelo tempo e pela opressão; em seguida, transcreve e interpreta documentos inquisitoriais originais do Arquivo da Torre do Tombo, que descrevem prisões, denúncias e fogueiras acesas contra judeus forçados a se converter; por fim, ilumina os judeus de sinal comerciantes judeus que visitavam Portugal e, mesmo sob vigilância inquisitorial, encontravam formas de alcançar e reativar as almas judias já oprimidas no exilio espiritual.
Esta segunda edição, revisada e ampliada, é fruto de uma jornada pessoal e acadêmica da autora, judia, pesquisadora, educadora e colunista especializada em história da Inquisição e cultura judaica. É também uma convocação à memória: um chamado para que não se esqueça que o apagamento da identidade judaica no mundo ibérico começou muito antes do Holocausto.
Ao mesmo tempo documento, narrativa e denúncia, Leilui Nishmat é um testemunho visceral sobre identidade, fé, resistência e pertencimento. Um livro que não apenas conta o passado ele o reconecta com quem o carrega, mesmo sem saber."