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Caixa Florindas: Preciosa Florinda e Joias na Bahia dos Séculos Xviii e Xix - Livraria da Vila
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Caixa Florindas: Preciosa Florinda e Joias na Bahia dos Séculos Xviii e Xix

Mary Del Priore, Sheila de Castro Faria, Gilberto Gil, Pedro Corrêa do Lago, Vik Muniz, Eduardo Bueno, Lilia Moritz Schwarcz, Giovana Xavier, Pierre Verger, Carol Barreto, Itamar Musse, Thais Darzé, Thayná Trindade, Ana Passos, Joilda Fonseca, Zélia Bastos

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O primeiro livro da caixa, Preciosa Florinda reúne textos em diferentes áreas da arte e da cultura brasileiras, focalizando a trajetória da personagem Florinda Anna, nascida em 1828 na casa-grande de uma fazenda de engenho no Recôncavo baiano, tendo vivido grande parte de seus 103 anos em Salvador. A partir de registros por muitos anos desconhecidos, e acompanhada de uma iconografia, a obra revela o desempenho econômico, social e cultural de mulheres pretas escravizadas e libertas na sociedade baiana dos oitocentos, caracterizada, até então, por análises que apostavam na exclusão e na invisibilidade dessas mulheres. A obra traz à tona documentação e fotos por mais de um século ocultadas ou corrompidas em sua interpretação. Gilberto Gil compôs especialmente para a edição o poema “Florindas”. O segundo livro, Joias na Bahia dos séculos XVIII e XIX é uma reedição ampliada de livro de 2017, a incluir agora exuberante ensaio de fotos pelo artista Christian Cravo com a atriz e cantora Zezé Motta, bem como novos ensaios e fotos de Pierre Verger de sua visita à Irmandade da Boa Morte, no Recôncavo. A obra revela a história e a opulência das “joias de baianas”, usadas como adornos ou joias votivas por pretas livres e forras (mas também por escravizadas), que no Brasil dos períodos colonial e imperial romperam com a ordem e firmaram-se como matriarcas, econômica e socialmente independentes, influentes nas famílias, muitas destas formadas por afinidade, e na própria comunidade. Florinda Anna do Nascimento, personagem do outro livro da caixa, é uma dessas personagens resgatadas. Ela aparece, ainda, no trabalho do artista Vik Muniz impresso na capa de Joias, realizado a partir de um anônimo "retrato de dona Florinda", repleta de cordões de ouro, pulseiras com rubis e esmeraldas e anéis de corais em filigranas: poderosa e deslumbrante.