Lançada em 1875, a obra mais conhecida de Bernardo Guimarães reúne algumas características que a distinguem dos textos de outros autores de sua época. Sua linguagem é bem mais simples do que aquela adotada por Machado de Assis ou José de Alencar. Com o propósito de alcançar popularidade e combater o pensamento escravocrata, era fundamental que o texto pudesse ser lido e apreciado pelo maior número possível de pessoas.
Sua popularidade atravessou décadas, oceanos e idiomas. Graças às versões em telenovela, a história da escrava branca tornou-se, sem dúvida, o maior e mais popular folhetim da literatura brasileira – conhecido em mais de 140 países. Por este motivo, e por suas qualidades literárias, A Escrava Isaura foi escolhida pela Editora Madamu para inaugurar a Coleção Folhetim em Grande Estilo, que apresenta obras clássicas em letras grandes.
Para ilustrar esta edição da Escrava Isaura, a Editora Madamu realizou uma minuciosa pesquisa histórica e descobriu, na Cinemateca Brasileira, imagens da primeira Isaura das telas. Trata-se da versão cinematográfica lançada em 1929, da qual restam apenas fotografias, que até agora não tinham sido publicadas em livro.
Outro destaque deste lançamento é o retorno ao estilo original da escrita de Bernardo Guimarães. Para isso, a equipe da Editora Madamu cotejou o presente texto com aquele encontrado em uma rara e centenária edição da Livraria Garnier. Assim, foi possível reestabelecer a pontuação original da obra.