"É no primeiro grau da justiça estadual que se concentra o maior acervo
processual do Poder Judiciário brasileiro, além de possuir a maior
média de tempo de duração dos processos judiciais e uma carga de
trabalho expressiva dos juízes e servidores. A microgestão é um fator
determinante para o melhoramento deste cenário, com incremento
à e ciência, efetividade, celeridade, transparência e accountability.
Soluções têm sido buscadas em diferentes jurisdições, tendo a norte-
-americana, que é pioneira no assunto e referência em nível mundial,
apresentado boas repercussões. Utilizando-se do método comparatista,
foram elencados escopos de análise entre os âmbitos brasileiro
e norte-americano, com o m de examinar a fundo a administração
judiciária em cada um deles. Contou-se com a participação de 432
juízes dos tribunais de grande porte (TJSP, TJRJ, TJMG, TJPR e
TJRS), 26 administradores judicias – Court Executive O cer e 12
juízes, ambos do Estado da Califórnia/EUA.
A partir deste diálogo é que a presente obra propõe um novo modelo
de administração judiciária, com a internalização de ferramentas
norte-americanas para o âmbito da justiça estadual brasileira, pro-
ssionalizando-a, e em sintonia não só com a recente perspectiva
de gestão pública – do Public Value Management, mas também em
consonância com a Agenda 2030 da ONU."