MERIDIANO CELESTE é um livro que repele sínteses, até por parecer, de modo um tanto enganador, também uma síntese. Porque é uma síntese em processo explosivo. É esse movimento em expansão que parece caracterizar, nestes poemas, a experiência do poeta que chama para si uma variedade vertiginosa de outras tantas experiências do presente e do passado. Há uma percepção de atemporalidade que se apega ao sujeito concreto destes poemas. Nele se dá a aventura.