Curiosa e travessa, Joyce sempre esteve muito próxima de Monteiro Lobato. Foi ouvinte privilegiada das histórias que ele ia criando, e suas idéias mirabolantes eram, não raro, incorporadas aos textos do avô, carinhosamente chamado de Juca.
A convivência estreita fez dela guardiã das lembranças do cotidiano do escritor. Por seu intermédio, descobrimos os pratos prediletos, as leituras de cabeceira, os artistas e os programas de rádio que ele mais apreciava. Revelando traços da personalidade de Lobato, a neta esclarece, ao mesmo tempo, a gênese do Sítio do Picapau Amarelo, estabelecendo nexos entre os personagens e a roda de relações do avô.
Enriquecidas por um conjunto de imagens inéditas, estas memórias desvendam novos aspectos do universo lobatiano.