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Esse Cabelo: a Tragicomédia de Um Cabelo Crespo Que Cruza Fronteiras - Livraria da Vila
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Esse Cabelo: a Tragicomédia de Um Cabelo Crespo Que Cruza Fronteiras

Djaimilia Pereira de Almeida

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Além de contar a inusitada história de um cabelo crespo, este livro fala também de racismo, feminismo e identidade. A novíssima estrela da literatura portuguesa chama-se Djaimilia Pereira de Almeida — e é angolana. José Eduardo Agualusa Um romance surpreendente que mistura memória, imaginação e crítica social com humor e leveza na medida certa, mas que também discute temas atuais e fundamentais como racismo, feminismo, identidade e pertencimento. Esta é a história de uma menina que chegou em Lisboa, aos três anos de idade, saída de Luanda, na África, e das suas memórias ao longo do tempo – porque não somos sempre iguais aos nossos retratos de infância –, mas é também a história das origens do seu cabelo crespo. Sua autora, Djaimilia Pereira de Almeida, está despontando como uma promessa da literatura contemporânea, e virá ao Brasil para participar da Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP, com grande destaque na imprensa. Falar de cabelos é uma bobagem? Não, até porque, segundo a narradora deste livro, “escrever parece-se com pentear uma cabeleira em descanso”; e visitar salões de beleza é uma boa forma de conhecer hábitos, de aprender a distinguir modos e feições e até de detectar preconceitos. Esse Cabelo narra as aventuras de um cabelo crespo – curto, comprido, amado, odiado, que se embrenha por memórias e histórias num convite ao leitor a desembaraçar todos os nós. Cabelo e escrita, identidade e ação. Da raiz às pontas, estamos assistindo também à narrativa da relação entre vários continentes e a uma geopolítica em constante transformação. O lugar de Djaimilia parece ser sempre movediço, e ela tende a fugir de qualquer nicho, etiqueta ou logotipo. Ronaldo Bressane.