A partir de uma complexa articulação de referências teóricas, que vão do cristianismo à antroposofia, Joseph Beuys (1921-1986) construiu uma obra referencial para a concepção contemporânea de arte. O compromisso político e o aspecto ritualístico marcam seu trabalho, além da diversidade de estratégias – da ação à escultura, da instalação aos debates – e de um poderoso vocabulário simbólico, que passa pelo uso de sua própria imagem e dos materiais “energéticos”, como feltro e gordura.