A hipoglicemia dos afetos (também conhecida popularmente por carência) nos abre um apetite desesperado para coisas que depois de um tempo descobrimos serem absolutamente indigestas. A isso chamamos vida.
O corpo tem fome, o coração tem fome, o cérebro tem fome... E, quando vemos, já estamos com a boca cheia daquilo que nunca deveria ter saído do prato.
Mas, às vezes, precisamos beijar bocas erradas só para a língua e o dente terem assunto. Prepare-se para perdoar Luísa, porque ela é boa pessoa, porque quem tá vivo tem fomes e quem tem fome tem pressa.
Manuela recicla papéis de trouxa e os transforma neste livro, que é um ensaio sobre a paciência enquanto método de sedução. Amarás.
- Andre Gabeh
Escritor, cantor e lindeza do subúrbio carioca