A partir da filosofia política de Deleuze e Guattari, Silvia Brandão forja o conceito de ''''máquinas de memória'''' para analisar como a ditadura brasileira (1964-1985) continua produzindo subjetividades no presente democrático. A obra examina as tensões entre máquinas de memória maiores — políticas de Estado, Comissão Nacional da Verdade, STF — e menores — familiares de mortos e desaparecidos, sobreviventes da repressão —, tendo o corpo-vítima da esquerda organizada como engrenagem central. Demonstra que reconciliação sem justiça e impunidade dos agentes do terrorismo de Estado perpetuam estruturas autoritárias e controlam subjetividades, impedindo uma democracia radicalmente nova.