“Todo instante passado com outra coisa que não seja gozar ‘com arte’, entre braços sempre
numerosos, é um tempo perdido.”
Esta é a lei de Emmanuelle. E ela a vive sem reservas.
Recém-casada com Jean, um engenheiro francês destacado em Bangkok, a jovem Emmanuelle
desembarca na Tailândia com o corpo livre e o espírito faminto. Entre as piscinas do Royal Bangkok Sports
Club, as massagens proibidas, os templos de Príapo e os fumódromos clandestinos, ela descobrirá que o
prazer não é apenas físico. É uma arte, uma filosofia, um desafio à natureza e aos costumes.
Entre o desejo e a meditação, Emmanuelle aprende que gozar é pouco. É preciso gozar com inteligência,
com coragem, com pluralidade. E que a verdadeira devassidão não está no corpo, mas na alma que se
recusa a ser propriedade de um só.
Publicado pela primeira vez em 1959, perseguido pela censura e transformado em mito pelo cinema,
Emmanuelle volta agora em sua versão original – filosófica, subversiva, literária. Um clássico do erotismo
que não é sobre sexo, mas sobre liberdade