Numa colina, ao fim de uma via, às margens de um rio que ondeia, que brilha...
...encontra-se uma casa de fazenda em que doze crianças nasceram e cresceram, brincaram e amaram, trabalharam, sonharam e, por fim, viram o futuro chegar, com todas as possibilidades que a vida lhes tinha reservado.
Por sorte, Sophie Blackall não permitiu que essa casa — e a vivacidade que nela sobejara — caísse no esquecimento. A partir de objetos que descobrira ali mesmo onde a velha construção parecia desaparecer sob os escombros do tempo, a premiada escritora nos deixou um dos mais belos e comoventes livros ilustrados dos últimos anos, capaz de infundir em nós saudades de um tempo que só a literatura pode conservar. Trata-se de uma verdadeira obra de arte, de uma aula de contemplação, imaginação e respeito pela memória.