A Reforma Tributária reescreveu as regras do jogo, e o agronegócio — que durante décadas conviveu com desonerações, diferimentos e regimes estaduais sob medida — está entre os setores mais expostos a essa transformação. Com a substituição de cinco tributos sobre o consumo por dois (o IBS e a CBS) e o fim da guerra fiscal entre os Estados, o produtor rural descobre, tarde, uma verdade incômoda: trocou tributos que praticamente não pagava por tributos que passará a pagar.
Nestas páginas, você descobrirá como a Reforma funciona na prática da porteira para dentro. A obra detalha a redução de 60% para os produtos in natura, o corte dos R$ 3,6 milhões que separa o produtor contribuinte do não contribuinte, e a regra-bomba que já apanhou milhares de produtores de surpresa: quem faturou acima do limite em 2024 já é contribuinte desde 1º de janeiro de 2026, independentemente de qualquer providência.
Mais do que doutrina, este livro é um guia de campo. Cada cadeia produtiva ganha tratamento próprio — da soja tributada ao feijão de alíquota zero, do gado ao queijo, das aves integradas à cana que se divide em açúcar, aguardente e o etanol no regime monofásico dos combustíveis. E enfrenta o que a Reforma fez à sucessão no campo: o ITCMD que entrou no pacote e a holding de gaveta que virou passivo fiscal.
Se você é produtor rural, contador, advogado ou gestor do agro e precisa atravessar essa transição sem ser apanhado de surpresa, esta obra não é leitura recomendada: é manual de sobrevivência para proteger o caixa da lavoura e o patrimônio de uma vida inteira.